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Perguntas Frequentes

Respostas do Dr. Michel Beluche sobre as dúvidas mais comuns dos pacientes

Não necessariamente. Uma grande parte da população apresenta desvio de septo nasal (aproximadamente 65%*), mas se a pessoa não apresenta dificuldade respiratória nem problemas inflamatórios nasais (rinites, rinossinusites), não há necessidade cirúrgica. *AJNR Am J Neuroradiol 25:1613–1618, October 2004

Existe uma grande confusão sobre o termo. É comum dizer que "a sinusite atacou" quando, na verdade, o quadro é de rinite aguda. Caso haja diagnóstico confirmado de sinusite, o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico, conforme avaliação especializada.

Não. As cirurgias nasais têm índice altíssimo de sucesso quando bem indicadas. A chance de reoperação em casos de desvio de septo nasal e aumento das conchas nasais é baixa.

Excluindo biópsias e cauterizações nas porções mais anteriores do nariz, normalmente todas as cirurgias nasais são realizadas sob anestesia geral.

O zumbido (acúfeno) tanto pode ser indício de alteração auditiva como não. Somente um médico especialista (otorrinolaringologista) poderá investigar a causa desse sintoma.

Febre persistente por mais de 48 a 72 horas é sinal de alerta importante, especialmente em crianças. Dor de garganta com dificuldade para se alimentar, dor de ouvido intensa e sintomas respiratórios persistentes também justificam consulta.

Amígdalas grandes não significam, por si só, doença. Porém, seu tamanho acima do normal pode causar dificuldades na alimentação e na respiração noturna (ronco, apneia obstrutiva do sono). Cada caso deve ser avaliado individualmente pelo otorrinolaringologista.

Sim, quando há infecções de repetição sem resposta ao tratamento médico, ou quando o tamanho causa obstrução respiratória e síndrome da apneia obstrutiva do sono. A adenoidectomia é indicada quando o tecido linfático está no centro de quadros infecciosos crônicos sem controle medicamentoso.

Nas crianças, as infecções de ouvido, nariz e garganta frequentemente envolvem vírus ou bactérias — uma infecção viral pode facilitar o surgimento de bacteriana. Sintomas que persistem por mais de 2 a 3 dias sugerem causa bacteriana. O tratamento inicial é sintomático; antibióticos só são indicados quando há evidência de infecção bacteriana. O uso racional evita o desenvolvimento de resistências.

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